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Bolsonaro fala em usar as Forças Armadas para o país “voltar ao normal”, em São Gabriel da Cachoeira

O presidente repetiu, que está nas mãos dos militares a liberdade no país

Não houve divulgação sobre a punição que será aplicada ao general Eduardo Pazuello, que participou de ato político

Reunido em São Gabriel da Cachoeira (AM) com o ministro da Defesa, general Walter Braga Neto, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, o comandante Militar da Amazônia, general Estevam Calls Theophilo Gaspar de Oliveira, o coronel Alfredo Menezes, ex-superintendente da Suframa e coordenador de campanha da reeleição e outros oficiais de altas patentes, o presidente Jair Bolsonaro colocou na mesa a discussão sobre o destino do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde e seu amigo pessoal, que no domingo passado (23) participou de ato político no Rio de Janeiro, transgredindo as normas da caserna.
O encontro ocorreu no Comando de Fronteira Rio Negro/5° Batalhão de Infantaria de Selva, área da 2a Brigada de Infantaria de Selva, nesta quinta-feira (27), sob pretexto da inauguração de uma ponte de madeira sobre o igarapé Ya-Mirim, em uma estrada de terra a 85 quilômetros da área urbana de São Gabriel da Cachoeira.
Para militares, Pazuello foi desleal com comandante do Exército
Além de cometer infrações sanitárias, Pazuello infringiu o Regulamento Disciplinar do Exército. O ex-ministro é general da ativa, e o regulamento do Exército veda participação de militar em manifestação de cunho político.
O resultado da conversa entre Bolsonaro e os militares não foi divulgado, uma vez que já foi aberto o inquérito disciplinar para investigar a atitude de Pazuello.
Antes dessa conversa, porém, Bolsonaro voltou a ameaçar usar as Forças Armadas contra políticas de restrição de circulação adotadas nos Estados, no discurso que fez durante o almoço no quartel em São Gabriel da Cachoeira (AM).
Falando a militares que servem no município, Bolsonaro não citou diretamente as medidas e a atuação dos governos estaduais, mas repetiu a cobrança de “volta à normalidade”, ignorando a pandemia de Covid-19 e os mais de 450 mil mortos no país.
“Mais do que obrigação e dever, tenho certeza que vocês agirão dentro das quatro linhas da Constituição, se necessário for”, disse. “Espero que não seja necessário, que a gente parta para normalidade. Não estamos nela ainda, estamos longe dela. Mas ninguém pode acusar o atual presidente de ser uma pessoa que não seja democrática que não respeita as leis e que não haja dentro da Constituição.”
O presidente repetiu, também, que está nas mãos dos militares a liberdade no país, uma afirmação que já causou mal-estar em outras vezes quando falada por ele. Dessa vez, ainda deu um tom mais político ao citar a eleição presidencial de 2022, em que pretende disputar a reeleição.
“Na política estamos polarizados. Cada um pode fazer o seu juízo sobre quem é o melhor ou o menos ruim. Mas eu duvido que, no fundo, quem porventura fizer uma análise do que aconteceu no Brasil nos últimos 20 anos, que essa pessoa erre no ano que vem”, afirmou.
“O que queremos é paz, queremos progresso e acima de tudo, liberdade. A gente sabe que esse último desejo passa por vocês. Vocês que decidem em qualquer lugar do mundo como aquele povo vai viver.”

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