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Arthur Neto cobra que ZFM e Amazônia sejam pauta da Reforma Tributária

Manaus – “Quero falar além do prefeito que sou, quero falar de Brasil. Não acredito em Reforma Tributária nesse governo, que se mostra alheio e que nos envergonhou com seu discurso na ONU. Não existe desenvolvimento sem preservação”, foram essas as primeiras palavras do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, durante o evento on-line “Reforma Tributária em Debate: Reforma na visão dos municípios’’, realizado nesta quinta-feira(24), pela Nação Consultoria Estratégica, em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

(Fotos: Marinho Ramos / Semcom)

“Já manifestei meu voto a favor do ‘Simplifica Já’, mas nenhuma das outras PECs da Reforma Tributária contempla o Polo Industrial de Manaus (PIM). Todos dizem querer a Amazônia preservada, mas torcem o nariz para a Zona Franca de Manaus, que mantém cerca de 96% da floresta em território amazonense em pé”, defendeu Virgílio, que tem conclamado prefeitos e governantes da região, inclusive deputados e senadores do Amazonas, para se posicionarem quanto aos efeitos nocivos da Reforma para o PIM.

Essa foi a quarta rodada de debates da série “Reforma para o Brasil voltar mais rápido”, que também teve a participação do presidente da Febraban, Isaac Sidney; do conselheiro emérito e membro do Conselho de Representantes da CNI, Armando Monteiro Neto; a senadora Simone Tebet; o deputado federal João Roma, relator da PEC 45/2019; Clécio Luís, prefeito de Macapá (AP); e Glademir Aroldi, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Para o prefeito de Manaus, ainda haverá muita discussão sobre Reforma Tributária que, segundo ele, é esperada há 30 anos. “Se o Brasil tivesse adotado a Reforma em módulos, proposta quando fui ministro, ainda no governo Fernando Henrique, hoje não estaríamos tão atrasados”, lembrou. “Olho para o Brasil atentamente, ao ponto de ter problema na vista de tanta preocupação. O país está envelhecendo sem enriquecer e imposto é uma coisa que eu não gostaria de ver. Nesse momento, volto a dizer: Não se pode discutir desenvolvimento sem falar de Amazônia”, concluiu.

O prefeito de Macapá, Clécio Luís, solidarizou-se com as declarações do prefeito de Manaus, a quem intitulou de “prefeito da Amazônia”. Para ele, a Reforma está envolta em duas situações – o momento complexo que vive o país, por conta da pandemia do novo coronavírus, e as eleições, que contaminam as discussões.

Já o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi, disse que o debate tem o objetivo de colocar todas as dificuldades em pauta em busca das soluções. “Chegou a hora de se olhar para o Brasil. No primeiro momento, alguém vai perder e alguém vai ganhar, para, ao fim, todos ganhem. Esse é o caminho para o país crescer e se desenvolver como um todo”, finalizou.

Críticas 

Quando o assunto é preservação da Amazônia, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse que para se discutir Reforma Tributária “uma coisa precisa ser esclarecida: Bolsonaro é candidato a reeleição? Se é, acaba qualquer perspectiva de crescimento econômico sustentável para este país”, disparou Virgílio, que também voltou a criticar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Não se pode levar a sério uma pessoa que investe 1% do seu orçamento para preservação da Amazônia”, alfinetou.

Para o prefeito de Manaus, é preciso equilibrar fiscalmente o país e respeitar o teto de gastos. “O Brasil não amadurece e não vai para frente por tantos governos que se entrechocam em seus fracassos e não nos êxitos. Se tivesse respondendo uma pesquisa com opção de sim ou não, claro que diria sim para a Reforma Tributária. Mas falo de uma realidade de interessa ao mundo, que interfere na soberania nacional e que deve ser pauta da Reforma. Falo de Amazônia!”, encerrou Arthur Neto.

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