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Arthur diz que Manaus virou uma Itália e emocionado pediu ajuda do governo federal e de líderes mundiais

Prefeito acredita que o pior ainda está por vir e defende que o isolamento social continue

Arthur diz não acreditar que a curva de contágio tenha chegado ao pico máximo

Vídeo relatando a situação atual de Manaus foi enviado a líderes mundiais na tentativa do prefeito em obter ajuda

O prefeito Arthur Neto manifestou-se contra quem defende a reabertura do comércio, afirmando que Manaus ainda não alcançou o pico da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Ele pediu ajuda do governo federal e de líderes mundiais durante emocionada entrevista ao canal de notícias CNN Brasil, nesta sexta-feira, 1º de maio. “Eu diria que Manaus virou a Itália”, disse, diante do cenário de colapso na saúde e do aumento expressivo de óbitos. Vídeo da entrevista ao final desta matéria.

Confira a declaração do prefeito Arthur Neto*

“Na minha opinião, não estamos no pico ainda e não sei, sinceramente, o que vai significar quando chegarmos lá, mas depois que a curva começar a descer vai demorar um tempo até tudo estabilizar”, avaliou Arthur Virgílio, defendendo que ainda não é hora de suspender o isolamento social. “Tem gente que pensa que depois que a curva começar a descer virá o país das maravilhas de Alice”, completou.

Arthur cobrou a ajuda do governo federal e disse que capital e Estado precisam de mais atenção e menos burocracia.

  • “Não podemos aguardar equipamentos a vida inteira”, disse Arthur. “Me enviaram caixões e estou recusando, mandando devolver, porque não é disso que precisamos. Queremos medicamentos, EPIs, e o que for necessário para enfrentarmos essa pandemia”, afirmou.*

Conhecido no cenário nacional pela atuação parlamentar como senador de oposição, Arthur Neto fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que defende que os brasileiros voltem ao trabalho.

  • “Considero que as palavras do presidente são cada dia mais insensatas. Faço aqui um pedido para que ele fique em casa, faça o que o bom senso manda, salve a vida dos brasileiros, de seus eleitores, 57 milhões que lhe disseram para tocar esse país para um porto seguro, e não para o buraco que parece estar indo”, afirmou, criticando também a postura do novo ministro da saúde, que tem um “bonito currículo, mas palavras vagas”, disse.

Durante quase meia hora, o prefeito respondeu questionamentos de cinco jornalistas e comentaristas, que reconheceram a emoção de suas falas, sobre temas relacionados ao enfrentamento do novo coronavírus em Manaus. Na ocasião, Arthur informou que gravou vídeos para serem enviados a líderes mundiais, com pedidos de ajuda para uma população que mantém boa parte de sua floresta amazônica em pé.

“Espero acordar o mundo, porque não consigo acordar o Brasil. Por isso, gravei vídeos para alguns países do G20, mostrando que o Amazonas precisa de ajuda. É hora de ajudarem a proteger o povo que protege sua floresta. Falam tanto que a Amazônia é importante ao mundo, então que mostrem isso na prática”, conclamou o diplomata de carreira.

Por fim, reconhecendo que chegará o momento que o Brasil deverá se preocupar com o impacto econômico pós-pandemia, o prefeito foi enfático. “Depois teremos outra luta, outra Covid-19, que será recuperar a credibilidade econômica do Brasil”, concluiu.

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