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Amazonas ainda mantém liderança de mortes por Covid-19 no Brasil

O Estado tem 601 mortes para cada milhão de habitantes

Governador Wilson Lima comprou apenas 28 ventiladores durante a pandemia e se transformou num escândalo nacional

O novo coronavírus está perdendo força no Amazonas. Mas nesses três meses, desde que o primeiro caso registrado em 13 de março em Manaus, a Covid-19 aproveitou sistema caótico da saúde no Estado e colocou o Amazonas no topo do ranking nacional de mortes pela doença em termos proporcionais, considerando à população. Com 4,1 milhões de habitantes, o Amazonas teve 601 mortes para cada grupo de 1 milhão de habitantes. Taxa maior que Espanha, Itália e França. No Brasil, o Amazonas lidera também o ranking, à frente do Ceará 535 para cada 1 milhão de habitantes) Pará (488) e Rio de Janeiro (444), considerando os números oficiais de 14/6 (veja tabela).

A responsabilidade de Wilson Lima

A situação não foi pior porque teve intervenção do Governo Federal que colocou aqui respiradores mecânicos e ajudou a aumentar o número de leitos de UTI. O desempenho vergonhoso no ranking de mortes por Covid-19 é atribuído em grande parte ao governador Wilson Lima (PSC). Ele comprou apenas 28 respiradores mecânicos e ainda assim foram superfaturados e eram inadequados para atender pacientes nas UTIs. Enquanto isso, as mortes foram se acumulando ao ponto do Amazonas superar todos os países da Europa (veja gráfico).

A ordem é inviabilizar a CPI

A compra superfaturada de respiradores numa loja de vinho não é o caso mais grave encontrado pela CPI da Pandemia. Há compras ainda mais escandalosas, segundo os membros da comissão. E é por isso que Wilson Lima está jogando todas as suas cartas para inviabilizar a CPI. “Porque se os trabalhos continuarem, o impeachment do governador será inevitável”, segundo o deputado Wilker Barreto (Podemos).

Arthur Neto e Ciro Gomes

O prefeito Arthur Neto e o ex-ministro Ciro Gomes, participaram na sexta-feira (19) do 1º Congresso Pernambucano de Direito Municipal. Ambos concordaram que a reconstrução econômica do Brasil virá por meio da democracia. “A união de esforços deve ser em torno de dois pressupostos: defesa pela Constituição e pela democracia”, disse Arthur. Ele cobrou medidas efetivas do governo Bolsonaro para que o Brasil supere os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus.

Pente fino na economia

Ciro Gomes disse ser necessário um “pente fino” na economia brasileira, para encontrar medidas sem afetar pequenos e médios empreendedores: “ temos um sistema tributário regressivo, temos que aumentar impostos no Brasil e cobrar de maneira justa, sabendo a importância de cada setor, como a importância do Polo Industrial de Manaus, que é intocável, mas que é hostilizado”.

Alberto Neto não aceita ser vice

Uma possível chapa, reunindo Davi Almeida (Avante) para prefeito e Alberto Neto (Republicanos) vice, é impossível, segundo Alberto Neto que não abre mão de encabeçar a chapa. “Minha decisão já está tomada. Sou pré-candidato a prefeito e não abro mão disso”, garante Alberto Neto.

O retorno das pré-campanha

Os pré-candidato a prefeito estão marcando para 6 de julho o início das atividades de rua, que foram interrompidas pela pandemia de covid-19. As reuniões nos bairros e os contatos políticos serão retomados a partir dessa data.

Feiras livres

As tradicionais feiras livres de Manaus estão de volta a partir desse sábado (20). A primeira a funcionar até às 17 horas de hoje será a Feira da Cachoeirinha, na rua Japurá.

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