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No Centro de Manaus, lojistas tentam driblar subida das águas em cheia recorde do Rio Negro

A cheia que atinge Manaus já igualou apior da história desde o início dos registros, em 1902. Nesta segunda-feira (31), o Rio Negro manteve o nível de 29,97 metros, segundo informou o Porto da capital.

No Centro, a água já invade lojas e comerciantes relatam prejuízos. Nesta segunda-feira, por exemplo, lojistas chegaram para trabalhar e se surpreenderam com estabelecimentos já atingidos, mesmo com as contenções em forma de barreira para impedir a entrada da água.

Comerciante reclama de prejuízos com cheia recorde em Manaus
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Comerciante reclama de prejuízos com cheia recorde em Manaus

É o caso da loja do comerciante Maicon Braga, de 39 anos. No sábado, quando encerrou as atividades, a água ainda não tinham invadido o estabelecimento. Ele acredita que as águas subiram por baixo do piso.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Fizemos muretas em frente as nossas lojas para evitar que entre água. A nossa preocupação maior, agora, é de chuva. A gente sabe que o rio já está subindo pouco, talvez comece a vazante, mas uma cheia aqui no Centro preocupa bastante, pois não tem mais para onde escoar a água”

O fenômeno impacta nas vendas, que já apresentam queda. “Tem muitas pessoas circulando, passeando, mas isso não tem se refletindo muito em vendas. As nossas vendas já estavam sendo prejudicadas pela pandemia, economicamente, e com essa cheia, aqui piorou”, diz.

Em Manaus, 24 mil pessoas em 15 bairros sofrem com a cheia do rio Negro. O centro histórico registra vários pontos de alagamento e os veículos transitam com dificuldade. Além da Praça do Relógio, o prédio da Alfândega também foi atingido. A prefeitura da capital decretou situação de emergência.

Com cheia recorde, água invade lojas em Manaus
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Com cheia recorde, água invade lojas em Manaus

455 mil afetados no AM

No Amazonas, 58 dos 62 municípios do estado enfrentam problemas causados pela cheia dos rios, segundo informou a Defesa Civil. O número de cidades que estão em situação de emergência chega a 26, segundo informou o órgão nesta sexta. O total de pessoas afetadas em todo estado passa de 455 mil.

Nesta segunda-feira  (31), com cheia recorde, Centro de Manaus fica alagado com água do Rio Negro
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Nesta segunda-feira (31), com cheia recorde, Centro de Manaus fica alagado com água do Rio Negrohttps://86cb2392b6bea6aa2303042c816cbca9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Em Manaus, ruas do centro da estão interditadas com a subida da água. Muitos moradores são obrigados a abandonar suas casas, mas alguns resistem em deixar tudo para trás. Nas casas invadidas pela água, a presença de bichos é constante. Uma família teve a cozinha invadida por peixes trazidos pela correnteza.

A rotina dos moradores do Centro é diretamente prejudicada, pois além das dificuldades para realizar tarefas simples, como entrar e sair de casa por causa da falta de pontes, há o medo de contaminação pela água insalubre.

Os comerciantes reclamam dos prejuízos, com a água invadindo os estabelecimentos. O local onde funcionava a principal e mais tradicional feira da capital, a Manaus Moderna, também foi inundado e os feirantes foram transferidos para uma balsa.

Em alguns bairros, os moradores só conseguem se locomover em canoas, situação enfrentada inclusive no Centro, onde o uso de embarcações no transporte já se tornaram usuais. As famílias que tiveram suas residências atingidas pela água improvisam casas em barcos e tentam salvar móveis da cheia em Manaus.

A cheia também traz à tona outros problemas da capital. O artista plástico Jandr Reis fez uma instalação no Centro histórico de Manaus, usando luvas domésticas e isopor. O objetivo foi conscientizar as pessoas sobre o excesso de lixo, que fica evidente com a cheia dos rios no Amazonas.

Situação no interior

Em Itacoatiara, após permanecer estagnado por seis dias, o Rio Amazonas voltou a subir no fim de semana. É a maior cheia da história da cidade. O nível da água marca os 15,20 metros.

Em Presidente Figueiredo, município distante 107 quilômetros de Manaus, carros pequenos já transitam com dificuldades na BR-319, que liga a capital amazonense a Porto Velho.https://86cb2392b6bea6aa2303042c816cbca9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Maiores cheias do Rio Negro

  1. 2012 e 2021 – 29,97 m
  2. 2009 – 29,77 m
  3. 1953 – 29,69 m
  4. 2015 – 29,66 m
  5. 1976 – 29,61 m
  6. 2014 – 29,50 m
  7. 1989 – 29,42 m
  8. 2019 – 29,42 m
  9. 1922 – 29,35 m
  10. 2013 – 29,33 m

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