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Dinheiro obscuro do P&D deve reforçar caixa da Saúde no Amazonas

A proposta do presidente da Assembléia legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto, de que todas as verbas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) sejam destinadas ao combate do coronavírus (COVID-19), foi comemorada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e Central Única dos Trabalhadores, Valdemir Santana.

De acordo com Santana, as verbas do P&D são recursos ‘obscuros’, que agora podem ser utilizados para o combate, a prevenção e tratamento dos possíveis infectados pelo coronavírus em todo o Estado do Amazonas.

Assim como Josué Neto, Valdemir Santana enumera que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) devem permitir a utilização das verbas de P&D e, assim, dar um destino transparente aos milhões de reais arrecadados mensalmente pelas indústrias de informática do Estado.

Montanha de dinheiro

Em termo de arrecadação, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), hoje existe uma arrecadação entre R$ 350 milhões a R$ 400 milhões por ano de P&D.

Essa montanha de dinheiro, pela Lei, deveria ser aplicada em pesquisa e qualificação dos trabalhadores, mas não se sabe que destino é dado às verbas. O que deveria ser aplicado na educação e qualificação profissional, está sendo usado para comprar prédios e outros gastos não explicados aos trabalhadores e representantes sindicais da categoria.

Milhões de Reais

Levantamento feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos sinaliza algo em torno de R$ 350 milhões a 400 milhões de arrecadação de P&D, por ano, nas indústrias de informáticas do Amazonas. São 5% de todo o faturamento/mensal das empresas de informáticas. Só a Samsung faturou mais de R$ 18 bilhões/2019, o que gerou uma arrecadação de P&D em torno de R$ 90 milhões.

O gigantismo da Obra da Samsung com dinheiro de P&D, vista ao fundo, é refletido pela placa na entrada do prédio – foto: Correio

A Samsung, por exemplo, chegou a comprar o hotel Hotel Caesar Business Manaus por mais de R$ 87 milhões, próximo ao Amazonas Shopping, Zona Centro Sul de Manaus, que depois da reforma os gastos atinge valor acima de R$ 200 milhões, em 2018.

A justificativa era de que estaria abrigando o instituto SIDIA – Samsung Instituto de P&D da Amazônia Cintia, que até o momento funciona em suas próprias dependências industriais.

Comissão de trabalho

“O presidente da Assembléia, Josué Neto, pode formar uma comissão para saber onde aplicar melhor esse dinheiro, como também ajudar os autônomos que ficarão desempregados, os caminhoneiros, os taxistas, ajudar as pessoas como se faz no modelo da casa própria” sugere Valdemir Santana.

Para o presidente dos Metalúrgicos, essa é a primeira vez que se pega o dinheiro do P&D para fazer uma coisa boa em nossa cidade, fazer uma coisa transparente, onde todos possam saber para onde está indo a “montanha de dinheiro” arrecadado pelas empresas de informática do Distrito Industrial do Amazonas. “Vamos fazer isso de forma bem transparente”, destaca.

Josué Neto pode chamar as entidades representativas para discutir onde melhor aplicar esse dinheiro. O texto do documento emitido por ele à Suframa informa que os recursos devem ser utilizados “no que for prioritário no que competem à prevenção, combate e tratamento, em decorrência do novo Coronavírus”.

fontes:correiodaamazonia

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