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Terceirizados da saúde protestam em frente à maternidade em Manaus para cobrar quatro meses de salários atrasados

Terceirizados da saúde protestam em frente à maternidade em Manaus para cobrar quatro meses de salários atrasados  — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM
Terceirizados da saúde protestam em frente à maternidade em Manaus para cobrar quatro meses de salários atrasados  — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Terceirizados da saúde protestam em frente à maternidade em Manaus para cobrar quatro meses de salários atrasados — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Cerca de 50 técnicos em enfermagem terceirizados que trabalham dentro da Maternidade Ana Braga, em Manaus, protestam na manhã desta quarta-feira (11) em frente à unidade para cobrarem quatro meses de salário atrasados. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e aguarda posicionamento sobre o protesto.

Com aplausos, gritos de reivindicação e usos de cartazes, os funcionários fecharam parte da Avenida Cosme Ferreira, no bairro São José, Zona Leste.

“Não é somente os quatro meses de salário atrasado, é o nosso vale transporte, nossa dignidade que já foi desmoralizada. Sofremos coação junto dos administradores da maternidade, que também são da mesma empresa. Todo mundo, de outras cooperativas, receberam o pagamento. E a gente não recebe uma resposta. É uma humilhação tão grande que queremos, pelo menos, um mês de pagamento”, disse a técnica em enfermagem Rebeca Dantas.

Com aplausos, gritos de reivindicação e usos de cartazes, os funcionários fecharam parte da Avenida Cosme Ferreira, no bairro São José, Zona Leste.  — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM
Com aplausos, gritos de reivindicação e usos de cartazes, os funcionários fecharam parte da Avenida Cosme Ferreira, no bairro São José, Zona Leste.  — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Com aplausos, gritos de reivindicação e usos de cartazes, os funcionários fecharam parte da Avenida Cosme Ferreira, no bairro São José, Zona Leste. — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Um servidor público, esposo de uma paciente e que preferiu não se identificar, disse que precisou retornar à unidade de saúde pois a mulher contraiu uma infecção pós parto.

“No fim de novembro minha esposa deu a luz, fomos para casa, mas ela precisou retornar pois adquiriu uma infecção pós parto, contraída dentro da maternidade. E não é somente ela. Se você entrar nesse lugar, existem outros casos. Acredito que seja muito por conta da falta de higienização”, contou.

Por conta da manifestação, o trânsito naquela região ficou lento. Uma equipe do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) esteve no local junto a Polícia Militar.

Acordo

Nesta segunda-feira (9) a Justiça do Trabalho homologou acordo para garantir o pagamento de técnicos de enfermagem e enfermeiros funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços nas unidades de saúde da rede estadual no Amazonas. Há alguns meses, a classe realiza protestos nas ruas para cobrar salários atrasados.

Veja o que determina o acordo

“IV.1 – DAS OBRIGAÇÕES DAS EMPRESAS TRANSATORAS i) pagar o salário de seus empregados, relativo ao mês de outubro/2019, respeitado o salário base mínimo da categoria (R$ 1.060,00), bem como o piso salarial dos técnicos de enfermagem (R$ 1,386,99) e dos enfermeiros (R$ 2.500,00), no prazo máximo de 04 (quatro) dias contados do levantamento do alvará que lhe corresponde”, diz uma das cláusulas da transação extrajudicial.

“ii) pagar aos seus empregados a primeira parcela do décimo terceiro salário deste exercício, no prazo máximo de 04 (quatro) dias contados do recebimento do alvará que lhe corresponde”, diz outro trecho da cláusula IV.1 da transação extrajudicial.

Também ficou acordado na transação extrajudicial que o Estado pagará uma competência para as empresas que participaram do acordo, referente ao mês de agosto.

Além do Governo do Amazonas, representado pela PGE, foram parte na transação extrajudicial o Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas Beneficentes e Religiosas e em Estabelecimento de Serviços de Saúde no Estado do Amazonas (SINDPRIV) e sete empresas prestadoras de serviços – CC Batista, Segeam, Sismed, Souza Serviços, Nurses, Nova Renascer e BRB Serviços.

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