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Vítimas do incêndio no Educandos são ouvidas pela Defensoria Pública

Após iniciar as 245 audiências agendadas com as vítimas do incêndio no bairro de Educandos, na última segunda-feira, 25, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) anuncia a abertura de novas inscrições para as pessoas que não puderam comparecer à semana inicial para a realização de cadastro. O objetivo das audiências é reunir informações e documentos visando justificar as indenizações pelos danos sofridos.

Os interessados podem procurar a Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), na rua 24 de Maio, 321, Centro, nos dias 2, 3 e 4 de dezembro. É necessário levar documentos relativos a moradia e os nomes das testemunhas, no período de 8h às 14h, informou o defensor público Thiago Rosas, titular da DPEAIC.

Thiago Rosas fez uma avaliação positiva dos dois primeiros dias de atendimento. “As vítimas do incêndio responderam ao chamado das audiências, pois foi bastante divulgado nos meios de comunicação e também pelo WhattsApp”, explicou ele, que faz os atendimentos juntamente com o defensor Danilo Ribeiro Penha e assessores da DPE-AM.

Uma das vítimas atendidas foi Ednelza do Nascimento Oliveira, que morava de aluguel, com quatro filhos e não pretende sair da área. “Eu trouxe comprovante que morava há dois anos e como perdi tudo, prefiro a indenização para reconstruir minha vida”, disse ela, que é mãe de quatro filhos.

No total, 245 audiências estão agendadas no órgão. “Por enquanto, a maioria dos que estou atendendo estão optando pela indenização, porque pretendem reconstruir sua moradia nas proximidades da área do incêndio, pois como vivem ali há muito tempo não querem ganhar um imóvel que será longe dali”, explicou Danilo.

Outro que prefere receber a indenização é Daniel Souza, 27, trabalhador do Distrito Industrial. “Nasci e me criei no Educandos e prefiro receber a indenização para poder comprar uma casa perto do bairro”, argumentou ele, que hoje paga aluguel com ajuda da Prefeitura de Manaus.

DOCUMENTAÇÃO

De acordo com o defensor Thiago Rosas, as vítimas estão levando documentos e novas testemunhas para comprovar a situação de moradia e a Defensoria está ouvindo atentamente cada pessoa para investigar se de fato morava ou não no local do incêndio. Ao término do trabalho das audiências, nos próximos dias 5 e 6 de dezembro, será feito um tratamento dos dados colhidos nas audiências para se estabelecer uma separação das vítimas que estão com comprovação efetiva e as que não estão.

“Para essas vamos fazer novas diligências, solicitar visitas sociais e eventuais acareações com novas testemunhas se houver necessidade”, argumentou o defensor.

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