Casos de sarampo reduzem no AM, mas Saúde mantém alerta para risco de novo surto

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A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) manteve estado de alerta para casos suspeitos de sarampo no Amazonas, mesmo após redução no número da doença. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13). O risco de novo surto não está descartado.

No ano passado, o Amazonas enfrentou um surto da doença e, em 2019, teve quatro casos confirmados, no primeiro semestre, contra 265 no mesmo período em 2018, uma redução de 98%.

Segundo a FVS, enquanto no primeiro semestre do ano passado foram 2.095 notificações da doença e 265 confirmações, esse ano, no mesmo período, foram 95 casos notificados (redução de 95%), com quatro confirmações – três em Manaus e uma em Coari.

Para a diretora da FVS, Rosemary Costa Pinto, a redução não descarta o risco de um novo surto. Segundo ela, a vacina continua sendo o método mais eficaz de proteção e controle.

Ainda segundo a Fundação, a tríplice viral está disponível para o público com idade de 6 meses a 49 anos, em todas as salas de vacina da capital e interior.

“O país segue enfrentando epidemias da doença em vários estados, e as pessoas circulam amplamente pelo país. Portanto, a rede de saúde e a população devem manter o alerta e suspeitar de sarampo nos casos de pacientes que apresentem febre acompanhada de exantemas”, disse, por meio da assessoria.

Situação vacinal contra sarampo

Durante o surto de sarampo em 2018, foram vacinadas com a tríplice viral, que protege de sarampo, rubéola e caxumba, 67.683 crianças de 1 ano de idade no estado, o que representa uma cobertura vacinal de apenas 88,6% da população alvo. A cobertura ideal, para conferir real proteção à população, é de 95%.

Rosemary Costa Pinto alerta que há um resíduo de crianças que continuam sob o risco de contrair a doença. “A ameaça é real, considerando a possibilidade de reintrodução da circulação viral a partir dos estados em epidemia, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia”, salientou.

Surto de sarampo no Brasil

Em todo o país, 907 casos de sarampo foram confirmados no Brasil entre 5 de maio e 3 de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde. Os casos estão concentrados em três estados: São Paulo (901), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1).

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostram que, em 2017, a doença foi responsável por 110 mil mortes.

O Brasil, diz o Ministério da Saúde, vinha de um histórico de não registrar casos autóctones (adquiridos dentro do país) desde o ano 2000 – entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos, um no Ceará e outro em Pernambuco, a partir de casos importados.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os primeiros sintomas do sarampo são febre alta que dura por volta de uma semana e manchas avermelhadas na pele. Os sintomas aparecem entre 10 e 12 dias após o contato com o vírus e podem vir acompanhados de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal.

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