Enfermeiros paralisam serviços no Instituto da Criança em protesto contra atrasos salariais, em Manaus

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Um grupo de técnicos de enfermagem realizou uma manifestação na manhã desta terça-feira (6) no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. Durante o ato, os manifestantes paralisaram os atendimentos realizados no Instituto da Criança do Amazonas (ICAM).

O ato iniciou por volta das 7h e reuniu cerca de 30 técnicos que atuam junto a cooperativa Serviços de Enfermagem e Gestão em Saúde do Amazonas (Segeam). Eles alegam que não receberam os pagamentos referentes aos meses de setembro e outubro de 2018, além de maio, junho e julho deste ano.

“Nós já estamos em agosto e nem vale transporte a gente não recebeu esse mês. Eles [cooperativa] falam que é para a gente olhar no portal e que está sem previsão de pagamento”, disse Poliana de Araújo, técnica de enfermagem.

Por volta das 8h, um supervisor da empresa que atua no ICAM juntamente com os manifestantes esteve no local e informou ao grupo que as reivindicações deveriam ser repassadas ao sindicato que representa o grupo. Em seguida, parte do grupo se dispersou.

Ainda segundo Poliana de Araújo, o grupo iria retornar com os atendimento no Instituto somente após 9h desta terça.

Em nota, Graciete Mousinho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Terceirazados da Saúde (Sindpriv), o ato vai iniciar pelo ICAM e deve se repetir nas outras unidades onde a empresa presta serviços ao Governo do Amazonas.

“Vamos suspender os trabalhos no Plantão Araújo, Maternidade Nazira Down, Maternidade Balbina Mestrinho, Ana Braga, Hospital Doutor Fajardo, Alzira Marreiro”, listou Graciete.

Segundo a presidente do Sindipriv, todas as empresas de cooperativas que prestam serviços ao governo, estão em atraso, prejudicando diretamente mais de 5 mil trabalhadores, que estão sem receber seus salários.

Médicos em paralisação

Além dos enfermeiros, cerca de 70% dos cirurgiões gerais dos hospitais 28 de Agosto, Platão Araújo e João Lúcio – em Manaus – estão com atividades paralisadas desde a noite de sábado (3), segundo o Instituto de Cirurgiões do Estado do Amazonas (Icea). Enquanto a categoria reivindica o pagamento de salários atrasados, o Governo do Amazonas afirma que a paralisação contraria uma liminar da Justiça.

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